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A especulação sobre as matérias-primas

Sempre que surge uma forte alta de preços das matérias-primas os consumidores são as principais vitimas deste problema, porque ao provocar um aumento de preços reduz a sua capacidade de consumo, tendo como consequência que a economia real sofre.

Mesmo quando há manipulação, a culpa é remetida quase sempre para os mercados, servindo estes de capa a oportunidades de enriquecimento de financeiros e especuladores de várias matrizes, sobretudo os de matérias-primas, resultando, normalmente e de forma difícil, a possibilidade de se encontrar provas evidentes sobre a proveniência do mal: se da escassa oferta da matéria-prima ou se do aumento da procura sobretudo no caso de alimentos ou de outros bens essenciais.

No caso do petróleo, há o conhecido cartel da (OPEP), que, agora como sempre, procura reduzir a produção e assim fazer aumentar o preço de todos os produtos e derivados do petróleo.

Nunca é fácil distinguir um tradicional especulador financeiro de um financeiro honesto, fazendo aquele com que um produto suba no mercado e desça por sua própria conveniência, mas também pode usar outros mecanismos como agora assistimos na presente crise financeira pelo processo conhecido da Dona Branca.

É preciso definir que o especulador pode ser pessoa individual ou colectiva. É quem  vende produtos ou serviços aproveitando a volatilidade dos mercados fazendo escassear os mesmos e exigindo um preço mais alto fugindo às regras da sã oferta e da concorrência.

São também aqueles que escondem produtos quando prevêem que vão aumentar de preço para venderem mais tarde, coisa que acontece com muitas matérias-primas, principalmente com o petróleo e os cereais. È a flutuação do dólar ou da divisa com que são normalmente comercializados estes produtos que facilita o aumento do seu preço, actualizando-o ao novo valor para ganhar também o seu diferencial.

Para uma melhor compreensão importa referir que, para além dos cereais, são também muitos outros produtos de primeira necessidade como a carne, o leite, os ovos, a habitação, etc., que são objecto de atitudes especulativas. Sempre que aumenta a procura aumenta também a apetência para a especulação.

A sociedade tem que dominar este monstro, a especulação combate-se com medidas de protecção aos consumidores através de organismos reguladores eficientes para o controlo e fiscalização o que até agora não têm sido capazes. Mas também por uma melhor organização e informação, cultura dos próprios consumidores.

Quem é
o Consumidor

Considera-se que o consumidor é a pessoa singular que adquire bens ou produtos cujos fins não sejam para uso profissional, é através do estabelecimento de acordos jurídicos com pessoas singulares ou colectivas profissionais, empresas, autarquias locais ou ainda com empresas concessionárias de serviços públicos.


Precariedade

prejudica a qualidade

prejudica o consumidor