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Saber consumir, proteger o planeta

Aprender a consumir torna-se cada vez mais importante. É preciso ganhar saberes como poupar no bolso e como proteger o meio ambiente e, consequentemente, a sustentabilidade do planeta.

 Hoje em dia fala-se mais na crise económica e no aquecimento atmosférico e menos do consumismo. Este, há muito que marca presença no contexto da crise, manifestando-se através da manipulação e da especulação e da propaganda que nos está a chegar em várias modalidades especialmente através de anúncios comerciais.

Estamos no período do ano mais aceso desta ofensiva pela aproximação das festas de Natal, período onde normalmente somos estimulados a aumentar o nosso ritmo de consumo, quer pela sugestão ou pela oferta tentadora. Para evitarmos excessos é bom ter sempre presente que é no saber e na contenção que está a sustentabilidade e a poupança com eficácia.

Ao visitar os centros comerciais devemos de primeiro planear o que lá vamos fazer: dar um simples passeio? Ou ir para fazer compras? Se é para passear não nos devemos de importar com as montras nas suas tentadoras ofertas mas se vamos fazer compras devemos levar connosco uma concreta ideia ou nota escrita daquilo que pretendemos adquirir.

Não é importante comprar grandes quantidades pois pode-nos levar a consumir pela disponibilidade mais do que o necessário, sejam bens alimentares ou outros. Também não é bom comprar objectos para ofertas só porque nos parecem baratos, sem saber à partida para quem se destinam e se vão ter utilidade real. É preciso especial cuidado com todos os produtos na sua qualidade pois acontece que por vezes são adquiridos em duplicado ou têm muito baixa qualidade e rapidamente ficam sem qualquer utilidade.

Agora já sabemos o que vamos encontrar e os cuidados a ter. Nas grandes superfícies, procurar confrontar os preçários e as origens especialmente nas chamadas marcas brancas. Estas são de adquirir pela sua relação preço/qualidade, mas atenção aos casos de possíveis preços artificiais criados pelo dumping social (especulação dos trabalhadores ou pequenos produtores). Não nos interessa contribuir para o seu esmagamento nem pactuar com o que lhes é imposto ou seja uma prática de preços muito baixo que levará à sua insustentabilidade.

Nas compras devemos dar preferência a produtos de incorporação e de produção nacional. Com esta prática contribuiremos para que haja mais empregos com qualidade e ainda para com a economia nacional com vantagem de proporcionarmos melhor capacidade reivindicativa dos trabalhadores e na qualidade dos produtos produzidos em Portugal.

Quem é
o Consumidor

Considera-se que o consumidor é a pessoa singular que adquire bens ou produtos cujos fins não sejam para uso profissional, é através do estabelecimento de acordos jurídicos com pessoas singulares ou colectivas profissionais, empresas, autarquias locais ou ainda com empresas concessionárias de serviços públicos.


Precariedade

prejudica a qualidade

prejudica o consumidor