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Água, um bem de consumo essêncial

A água é um bem público universal. Muitos cidadãos ou empresas habituaram-se a gastá-la com facilidade. Hoje em dia, alguns interessados, consideram ser uma boa oportunidade para privatizar a gestão deste bem de consumo essencial. Defendemos que os cidadãos e os consumidores devem ter uma última palavra a dizer sobre este assunto.

Pela importância que a água tem como matéria-prima, e pelo facto de ser um bem essencial à vida, a sua privatização irá certamente provocar o aumento do seu preço e condicionar ainda mais o seu usufruto nos usos domésticos dos cidadãos mais débeis e pobres.

Importa lembrar que a escassez da água pode vir a provocar a mais grave das crises mundiais, e criar situações de grandes desequilíbrios entre regiões e populações. Há quem critique, e bem, que não se deve encarar a água como um recurso ilimitado, como a muitos de nós ainda há bem pouco tempo nos ensinavam na escola.

Segundo um estudo recente, o consumo de água na agricultura está a aumentar cada dia, provocando um desequilíbrio na sustentabilidade ambiental. A título de exemplo, a proporção para produzir um quilo de trigo é de mil litros de água, um litro de leite precisa de dois mil litros de água, um quilo de arroz precisa até cinco mil litros de água. Isto diz respeito a estes bens alimentares básicos, mas para outros artigos como o algodão é preciso sete mil litros de água para uma simples camisa, e podíamos ir por aí em diante mas, para exemplos já chega.

É preciso usar a água sempre com parcimónia e "poupar hoje para ter amanhã"! Convém nunca esquecer o bem que é ter água de boa qualidade e, por isso, cada indivíduo deve ter a atitude consciente de não enviar contaminantes para qualquer rede de água, mesmo que pareça muito suja e encontrar outra forma de remover estes contaminantes.

Sugerimos portanto que em casa, aquando do consumo doméstico, ou no trabalho profissional, ter sempre presente todos os preceitos de poupança da água, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista da qualidade da água e na preservação do ambiente.

Quem é
o Consumidor

Considera-se que o consumidor é a pessoa singular que adquire bens ou produtos cujos fins não sejam para uso profissional, é através do estabelecimento de acordos jurídicos com pessoas singulares ou colectivas profissionais, empresas, autarquias locais ou ainda com empresas concessionárias de serviços públicos.


Precariedade

prejudica a qualidade

prejudica o consumidor