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Os sindicatos devem defender o meio ambiente

Uma reflexão a propósito da reunião do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Sustentável da CES (Confederação Europeia de Sindicatos), que reuniu em Fevereiro, em Bruxelas, para analisar questões ligadas ao aquecimento climático e as consequências deste para o meio ambiente e para o emprego.

Fala-se que as crises também são períodos de grandes oportunidades e, nesta reunião, reflectimos sobre as oportunidades para uma nova energia renovável e limpa, e sobre o impacto existente de emissões de CO/2 para a atmosfera, ou seja, as emissões de gás carbónico que, estamos todos de acordo, é urgente reduzir.

Sabe-se que há empresas que têm emissões escondidas. Há sectores que não são medíveis, sobretudo na agricultura ou na silvicultura. A nível internacional, não tem havido acordo sobre as últimas propostas de redução. No entanto, as empresas europeias são as mais avançadas no cumprimento dos acordos existentes. Mas é também na Europa que o controlo para a redução da emissão de CO/2 é também mais avançado e isto têm consequências, nos custos de produtividade e na competitividade internacional das empresas.

São questões globais que importa conhecer e é uma realidade sobre a qual todos temos que nos preocupar. Isto obriga a alterar muitas práticas dentro e fora das empresas, e encontrar outras práticas que reduzam realmente o envio de emissões de carbono por outros procedimentos, preocupados com as tecnologias sustentáveis, com as energias novas e renováveis, e que fomentam mais empregos, chamados "verdes".

Assim, é preciso que haja mudanças de atitudes e compromissos para a sustentabilidade e, para isso, é necessária uma maior consciência sobre o facto de que o aquecimento tem que ser reduzido e de que os Sindicatos não podem ficar de fora desta problemática.

Transportes e mobilidade têm que ser melhorados, a redução de consumos de energia e uma maior responsabilidade das empresas no plano social e ambiental estão na ordem do dia.

O aquecimento climático tem causas concretas e conhecidas e afecta todo o planeta. Os efeitos são devastadores, não só é nas indústrias e na agricultura, mas também noutros sectores desde a saúde até ao comércio, sendo o emprego a área transversal mais afectada por estes efeitos, com consequências na exclusão social.

Por tudo isto o Grupo de Trabalho da CES para o Desenvolvimento Sustentável, preocupado com o impacto do aquecimento climático no meio ambiente e no emprego, tem vários trabalhos em curso e discute, actualmente, o Acordo de Copenhaga. Dentro deste, os pontos de vista sindicais serão mais aprofundados, nomeadamente através de estudos e com a realização de um seminário temático no final deste ano. Estejamos atentos!

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Considera-se que o consumidor é a pessoa singular que adquire bens ou produtos cujos fins não sejam para uso profissional, é através do estabelecimento de acordos jurídicos com pessoas singulares ou colectivas profissionais, empresas, autarquias locais ou ainda com empresas concessionárias de serviços públicos.


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